Saudade a espinhar no peito
O beijo convulcionando os grossos espaços
O alvoroço das mãos em febre interna.
Incandescendo os dedos,
Ponho, sem pelejar, a vela nas mãos,
Seguindo torto até os pés da virgem.
O que dá em se abrir o baú das velhas incertezas?
Talvez entornem tintas de cores de memória.
Talvez escorram os fios de um rio vermelho turvador de ilusões,
metendo medo na gente de ter que mergulhar no presente.
Vale então a peleja de chegar às margens,
beirar as cachoeiras das frontes retintas de sol.
Bater a cabeça na pedra da desconsolação,
desmontando a razão e as minhas precariedades.
Cansado que estou,sento.
Retiro a máscara.
E meu rosto é de borracha.
Cínico...como quem bate na porta do desejo carregando flores.
dissimulado...como a desgraça que não se anuncia,
desejando se deleitar com o espanto aterrorizante dos olhos do visitado.
Alexandre Farias
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