Interiores febris,
como fábricas de homens-depósitos.
A cada impacto,
de cada momento,
somos como a mansa luz da comodidade,
como espírito que mesmo bebendo da fonte da destruição,
mantém encoberto os vestígios da iniquidade.
Armadilha encoberta,
como campo minado.
Onde pernas, braços e cabeças explodem pelo ar.
Atomizados sob o signo da carne humana.
Etiquetados pela trade mark of enemies.
Deitando túmulos esculpidos em mármore,
ou covas rasas cheias de indignidade.
As grandes lanças de fogo a explodir.
Escondendo mais do que seu poder de chumbo
segredando subjetividades interrompidas
tomando mais que territórios de barro e capim
alienando qualquer opção de transformação dos nascimentos infelizes.
Quando o homem carcaça invadir a noite alheia
o seu dispositivo bélico vai ganhar adesão as idéias de trucidamento e devastação
olhos circulando entre as máscaras de orgulho e amor patriótico
que veem o sol mais belo, forte e intenso.
como prenúncio de hierofanias
assombrações de divindades guerreiras.
A consciência, embora com os olhos ardendo de pólvora,
teima em dar seu último caminho nas linhas do front:
A guerra pode começar apartir do momento em que acreditamos que para sermos felizes precisamos eliminar toda possibilidade de felicidade alheia, sob pena de que a felicidade que desejamos seja muito pouca para ser compartilhada, como água que se sabe correr em um poço selado.
Alexandre Farias
Um comentário:
Gente!!! Magnífico!
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