Eu corro através dos vales e encostas celestes.
Como o estrangeiro no bar...
e sua boca...
e o seu copo...
e o chouriço a grassar por entre os dedos.
Hoje, tudo indica, escapamos.
Vestidos com novas carnes
Respingando os últimos instantes de vida
Respirando o lumiar de uma antiga aurora
Diga, continue falando
como o astro que rasga as intimidades do céu.
Como o Sol que esquenta os seios das nuvens
Presença forçada, como os sorrisos de suspensórios
como os milagres e os seus carregamentos de hipocrisia televisionada.
hoje, depois de tudo,
vou me embora
depois de tudo, também até a ausência se foi...
resta a ferramenta de um corpo objeto...
que você bateu, que você usou
e agora chama de problema
Alexandre Farias
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