De tarde quero rir as praias,
Beber dos montes claros em frente aos meus olhos.
Como os pés andantes que de cada copa brota
Perder-me no rastro marrom de uma pobreza franciscana
Agora, ao longe, foge a ave sem rumo,
Junto ao caos de uma manhã sem dia.
Árvores arrancam-se de suas raízes,
Em grossos torrões de apego pátrio.
Existe um desconforto, uma voz tangendo o medo.
Como cópia de mim mesmo, singro o vento de além mar.
Entre as rochosas deformidades das encostas nuas
Sento aos pés dos montes
E sinto o cansaço que invade o solo e se espalha por minhas veias.
Quem dera poder libertar o morto da solidão dos cemitérios
E consumir as gotas que sobraram para uma vida no além túmulo,
Reativar os pulmões em mais um profundo suspiro
Inspirar, beber, sorver o gás deste céu de borrifos brancos.
E se alguma lâmina de corte tocar a carne,
Usar o algodão do céu como atenuante desse rio de sangue.
Todavia, morto-renascido e em pé como palha velha
Já todo liquido se esvaiu dos tecidos
Já não temo os cortes, já não anseio pelo calafrio do fio de aço.
Meu medo é do que povoa, e do que vem em massa.
Rumo, aos montes, em estrondosa ameaça de devastação.
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