Com a ideologia hegemônica do pensamento único imperando de modo globalizado, será que existe espaço de escolha, margem de manobra para o debate e a possibilidade que tal movimento promove na reflexão sobre as inúmeras possibilidades disponíveis para a promoção de uma vida realmente digna de ser designada com tal nome?
Quando essa questão nos invade, podemos claramente pensar nas palavras do filósofo Slavoj Zizek, cometando com a sua costumeira e contundente lucidez sobre a lógica oculta da ideologia hegemônica:
" Você tem liberdade de escolher o que quiser, desde que faça a escolha certa (...) E não é exatamente o que se dá com a escolha entre "democracia e fundamentalismo?" Não é verdade que, nos termos desta escolha, é simplesmente escolher (...) O que é problemático na forma como a ideologia dominante nos impõe esta escolha nao é o fundamentalismo, mas a própria democracia: como se a única alternativa ao "fundamentalismo" fosse o sistema político da democracia parlamentar liberal".
Quando essa questão nos invade, podemos claramente pensar nas palavras do filósofo Slavoj Zizek, cometando com a sua costumeira e contundente lucidez sobre a lógica oculta da ideologia hegemônica:
" Você tem liberdade de escolher o que quiser, desde que faça a escolha certa (...) E não é exatamente o que se dá com a escolha entre "democracia e fundamentalismo?" Não é verdade que, nos termos desta escolha, é simplesmente escolher (...) O que é problemático na forma como a ideologia dominante nos impõe esta escolha nao é o fundamentalismo, mas a própria democracia: como se a única alternativa ao "fundamentalismo" fosse o sistema político da democracia parlamentar liberal".
Alexandre Farias
Nenhum comentário:
Postar um comentário