domingo, 11 de janeiro de 2009

PÓ DE MÁRMORE

Fados claros marcam as montanhas de neve em pesadas pegadas
Animal revolto em musculosa e violenta velocidade
Paira em brilhos olhos por entre as brumas de sincronicidade
Princípio de quem atribui significado ao movimento contínuo dos tempos
Com os ouvidos bem abertos,
Com os olhos de vermelho-sangue,
Mandíbulas cravadas em nossas ansiedades.

Cada dente...
Passa o marfim na carne...
Faz Brilhar a cor molhada...
Correnteza vermelha da dor...

.....É pelo mesmo caminho que esqueço do que vivo
É por outras palavras que me travo agora...esqueço
Perco o rumo na água branca da neve
Sonho retido pela frieza e suspensão da dor.

Alexandre Farias

Nenhum comentário: